Em janeiro de 1962, Leila chega com o marido Ronaldo Abreu Massiere em São Gonçalo. Veio seguindo os passos do pai Alonso Mesquita que como vice assumia a prefeitura naquele momento em substituição ao Prefeito que desistiu da administração na época. A jovem Leila pouco tempo casada e com o primeiro filho Rômulo Massiere assumiu neste tempo o cargo de Professora no Grupo Escolar Benedito Valadares. Em 1967 foi empossada como diretora da Escola Estadual Coronel Epifãnio Mendes Mourão (antigo Grupo de Lata) onde atuou até o ano de 1984 quando se aposentou. Sua aposentadoria culminou exatamente com a liberação da construção do prédio novo da escola, hoje onde funciona a Escola Estadual Benedito Valadares. O casal Leila e Ronaldo tiveram mais quatro filhos: Robson, Rosany, Rodney e Laércio (China). Dona Leila como era conhecida era uma mulher culta, inteligente e extremamente popular. De um português perfeito, caligrafia bela, invejável memória principalmente com números. Guardava datas e documentos de cor, por exemplo, o número do masp de todas as professoras. Era uma profissional sem vaidades, simples, objetiva e de uma popularidade cativante. Brincalhona, conquistava os alunos rebeldes. Muito humana com dedicação especial aos alunos de famílias mais carentes. Ciumenta da sua escola e de seus alunos. Não se posicionava como diretora, mas companheira da sua equipe de trabalho. Dona Leila faleceu em Janeiro de 1994 aos 60 anos. Profissional da educação num tempo em que professora era chamada de dona. Ajudou muitos alunos, muitas famílias, muitos profissionais. Foi uma batalhadora da educação do seu tempo. Mulher alta, magra, voz grossa, gestos largos, piadista. Era uma mulher desprovida de preconceitos considerada liberal pra época, mas zelosa das responsabilidades. Uma mulher a frente do seu tempo. Ontem Dona na educação, hoje Dona de nossas saudades.





