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Dona Túnica, exemplo de professora Rural

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Antônia Augusta Fernandes Daldegan iniciou-se como professora aos 19 anos na comunidade do Curral, casou-se aos 24 anos com Ari Daldegan, mudando-se para a comunidade Ponte Nova, que todos conhecemos como Estação. Ali se dedicou ao ofício de ensinar durante aproximadamente 15 anos, atendendo em escola multiseriada, alunos da comunidade e demais moradores distantes. Um tempo em que na educação as escolas não ofereciam merenda, nem material escolar e muito menos transporte. Mudou-se para centro de São Gonçalo. Foi trabalhar na comunidade da Prata de Cima como cantineira durante algum tempo voltando a atuar como professora na comunidade de Ribeirão dos Morais, antiga escola hoje onde existem dois cruzeiros. Dona Túnica como era conhecida, foi uma mulher batalhadora, consciente de sua profissão. Católica fervorosa, participante do Apostolado da Oração e do grupo de adoradoras. Na sala de aula, preparava os alunos no catecismo, trabalho que era completado em São Gonçalo pelas coordenadoras da época. Cumpria com zelo o papel de educadora e evangelizadora. Teve seis filhos: Antônio Eli, José Eustáquio, Meire (in memoian), Neusa, Geraldo (Dinho) e Maria Aparecida (Cida). Aposentou-se com 32 anos de serviços prestados na educação. De origem humilde, porém com amor e respeito a profissão, muitas vezes procurou ajuda com outros profissionais para melhor desempenho, pessoas como Dona Aurita, Nilce Silva, Maria Helena Silva e outras   a auxiliaram no seu trabalho. Por muitas vezes foi e voltou a pé até a escolinha do Ribeirão dos Morais, pois naquela época não havia condução, dependia-se de caronas. Faleceu aos 77 anos, mas chegou a ter a alegria de conhecer todos os oito netos e três bisnetos. Dona Túnica, na sua simplicidade partiu sem saber da real dimensão e importância de sua pessoa e de seu trabalho plantado em tantas famílias. A vida profissional dedicada ao público rural.   Muitos estão aí, repassando o que aprenderam. Boa semente plantada dá bons frutos.