Manoelina Maria dos Santos, “Manuela”, nasceu em 1936. Faleceu dia 17/01/2009, aos 72 anos. Seu ex-marido, o “Bertinho” havia morrido em junho de 2008. Ela sentiu-se abalada. Aliou-se a isso sua saúde instável, era hipertensa. Pode-se dizer que Manuela foi o símbolo da congada em nosso município. Esta manifestação cultural já foi muito forte por aqui. Nessa época, ela chegou a ser coroada rainha por algumas vezes. Como rainha, ela portava-se com majestade. Sentia-se muito orgulhosa por lhe darem a oportunidade de ter uma participação na congada. Pois nesta atividade folclórica, Manuela se identificava. Era a junção de elementos católicos e africanos. Aliás, uma característica da saudosa Manuela era o sincretismo religioso: uma mescla de vários conceitos e crenças religiosas. Com um histórico de participação no congado, ela era membro do Apostolado da Oração, da Sagrada Face, ia a celebrações católicas e ainda participava de alguns cultos evangélicos. Como uma boa rainha do Congo, era devota de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. Manuela teve três filhos: Maria Dionísia, Ildevan e Valdevino. Cumpriu com dignidade sua missão materna. Era a caçula numa família de oito irmãos. Dentre eles, Joana Gertrudes, Mário e Maria. Manuela foi casada com Felisberto, “Bertinho”, que era irmão dos sangonçalenses folclóricos, Zé Pulinho e Naia.
Helmo Amaral





