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Lourdes e Zezé, em suas vidas, o amor fez morada

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Helmo Amaral

Vidas abençoadas para toda a eternidade. Maria de Lourdes e José Benfica concretizam o poder das palavras “o que Deus uniu, o homem não separa”. Nasceram para permanecer unidos. Unidos por vários dias, anos e para todo o sempre. Cronologicamente, completaram 50 anos de união conjugal. Mas o amor é atemporal. Desde sempre, eles se conhecem, se completam e se amam. O amor encontrou morada em seus corações. Suas vidas se entrelaçaram de tal forma que é impossível mencionar o nome de um sem interligar ao outro. Vidas conectadas por um sentimento nobre. Almas, que pela permissão do universo, se encontraram, se fundiram e seguiram rumo ao sonho que Deus idealizou para suas vidas. Amor intenso, a tal ponto que um conhece mais o outro do que a si mesmo. Basta um olhar e a alma já é sondada. Entendem-se no silêncio e até no interior do que as palavras não podem expressar. Não precisam verbalizar o que se passa em seu íntimo. São capazes de sentir, na mesma intensidade, a dor ou alegria que o outro sente.

Cada verso na composição de suas vidas é tão espontâneo e simples. Lourdes, filha de Josina Maria de Jesus e José Antônio dos Santos. Irmã do conhecido barbeiro “Tõe Pequeno”. José Benfica Mendes, filho de Placedina Isaltina Amaral e Gonçalo Mendes. É irmão de Moacir, Benfica, Maria, Cenira e dos já falecidos Matozinhos, Raul, Mário e Jésus.

Lourdes e Zezé receberam as bênçãos do matrimônio no dia 24 de setembro de 1960. O casamento foi realizado na própria casa da noiva, por Padre Agostinho. A residência, cenário do evento, foi ornada de lírios brancos. A autora da decoração nada menos do que a criativa mãe de Arnaldo Mendes.

A história construída pelo casal rendeu, ao longo da vida, vários momentos inesquecíveis. Muitas lutas, na verdade, mas incomparáveis aos momentos de felicidade. A cada dor, um aprendizado. A cada vitória, um louvor ao Criador. Pois a fé em Deus ajudou-lhes a enfrentar batalhas e a reconhecer a ação da força divina. Afinal, a vida sempre lhes foi generosa, inclusive na constituição do lar, em que foram presenteados com Arnaldo e Alessandro, dois filhos zelosos.

De fato, há fortes razões para celebrar a união de Lourdes e Zezé. Não se trata de um romantismo abstrato. É um amor que brotou de renúncias, de dor, de trabalhos constantes. Amor baseado na verdade, na fidelidade, no diálogo constante, no perdão. Amor materializado em doação, sorrisos e lágrimas. Nas páginas desta história, percebe-se que o amor é a essência.